Quando uma criança começa a ficar pálida, cansada, com febres que “não passam” e manchas roxas que aparecem do nada, é comum pensar primeiro em viroses, anemia, “fase de crescimento” ou algo mais simples.

Contudo, os primeiros sinais do câncer infantojuvenil costumam ser inespecíficos, o que pode atrasar o diagnóstico se a possibilidade de leucemia não for considerada. Pensando nisso, somos taxativos e insistentes:

A informação e a conscientização por parte dos cuidadores, fazem total diferença!

A razão é simples! Porque esse conhecimento ajuda a observar padrões, insistir em reavaliações quando algo não evolui como esperado e buscar um serviço especializado no momento certo.

 
Leucemia infantojuvenil! 

Estamos falando de um câncer que nasce, na maioria dos casos, na medula óssea, local onde o sangue é produzido.

Em vez de formar células saudáveis, o organismo passa a produzir e multiplicar células “imaturas” e doentes, que atrapalham todo o sistema.

No Brasil, o câncer infantojuvenil (0 a 19 anos) tem estimativa de 7.930 casos novos por ano no triênio 2023–2025. E leucemias e linfomas representam 39,7% das neoplasias pediátricas, por isso:

“Quanto mais cedo diagnosticado o câncer, maiores as chances de cura.”

Tipos mais comuns de leucemia na infância

As leucemias podem ser divididas por velocidade e linhagem, ou seja:

Agudas: evoluem rapidamente e exigem início de tratamento sem demora.
Crônicas: em crianças, são bem mais raras.

E, entre as agudas:

Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA): é a mais comum na infância.
Leucemia Mieloide Aguda (LMA): menos frequente, mas também importante.

Principais sinais e sintomas: quando ligar o alerta

Os sintomas da leucemia em crianças e adolescentes, podem parecer com doenças comuns e é justamente isso que confunde. O que importa é o conjunto e a persistência, principalmente quando não melhora como esperado.

Tenha especial atenção para os seguintes sinais frequentes (em “combo”)
✅ Palidez, cansaço, sonolência (anemia)
✅ Manchas roxas, pontinhos vermelhos na pele (petéquias) ou sangramentos fáceis (plaquetas baixas).
✅ Febre recorrente e infecções repetidas
✅ Dores ósseas (principalmente nas pernas), falta de apetite.

✅ Ínguas (linfonodos aumentados), barriga inchada (baço/fígado aumentados)

Esses sinais são compatíveis com o que guias, materiais de referência e oncopediatras descrevem como apresentação inicial e muitas vezes inespecífica, reforçando a necessidade de avaliação clínica cuidadosa.

📌 Procure atendimento médico com urgência se houver sangramento importante, falta de ar, prostração intensa, febre persistente ou piora rápida.

 
O que é e não é verdade sobre a leucemia na infância?

Mito: “Leucemia infantil acontece por causa de alimentação, estresse ou algo que a família fez.”
Verdade: Em geral, não há uma causa única identificável. Além disso, não existem caminhos conhecidos de prevenção para a maioria dos cânceres infantojuvenis, por isso, a prioridade é o diagnóstico precoce.

Mito: “Se fosse leucemia infantil, daria para ver logo de cara.”
Verdade: Os sintomas podem ser discretos no começo e se parecer com doenças comuns.

Mito: “Leucemia infantil sempre é sentença.”
Verdade: Câncer infantojuvenil é potencialmente curável, e diagnosticar cedo pode significar tratamentos menos agressivos e melhores resultados.

 
Como é feito o diagnóstico da leucemia em crianças e adolescentes?

O caminho costuma começar com uma suspeita clínica e exames simples, e evolui para confirmação em serviço especializado.

Etapas comuns:

✅ Hemograma (pode mostrar anemia, plaquetas baixas e alterações nos leucócitos)

✅ Exames complementares conforme o caso

✅ Mielograma / biópsia de medula óssea (confirma o diagnóstico e define o subtipo)

Em alguns casos, exames genéticos e de biologia molecular são realizados para direcionar melhor o tratamento.

📌 Um ponto importante dos materiais técnicos: como os sinais podem ser comuns a outras doenças, é essencial contextualizar tempo de evolução, associação de sintomas e a avaliação clínica completa e, quando há suspeita, encaminhar sem demora.

No tratamento da leucemia em crianças e adolescentes, a família fica ciente de que os protocolos variam conforme o subtipo e o risco, mas geralmente envolvem:

✅ Quimioterapia (principal pilar)

✅ Terapias-alvo em alguns subtipos

✅ Suporte clínico: controle de infecções, transfusões, manejo de náuseas, dor, nutrição

✅ Transplante de medula óssea em situações específicas.

E aqui vale um reforço: diagnóstico precoce tende a permitir intervenções mais rápidas e reduzir complicações e sequelas.

 
A vida não espera

A leucemia na infância assusta muito e não precisa ser enfrentada sem apoio ou falta de recursos. Quando famílias reconhecem sinais de alerta, insistem em reavaliação diante de sintomas persistentes e chegam mais cedo ao serviço especializado, as chances de cura aumentam.

Na Domus, o cuidado não é só sobre consultas e exames! O cuidado é sobre sustentar o dia a dia da família enquanto o tratamento acontece, por isso, o enfrentamento vem com apoio psicológico, psicossocial e material!

Mesmo sem recursos do governo, a Domus conta com a comunidade para manter esse compromisso vivo e cada vez mais forte!

Informação de qualidade não substitui o médico, mas encurta o caminho até o tratamento, enviei esse artigo a todos que cuidem de crianças.

-> AVISO IMPORTANTE: Este artigo tem caráter informativo e educacional. As informações aqui contidas não substituem uma avaliação médica presencial. Apenas um profissional de saúde qualificado pode realizar diagnósticos, prescrever tratamentos e fornecer orientações específicas para cada caso. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure sempre um médico.

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Fontes de pesquisa:

Instituto Ronald McDonald. Diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil: Guia rápido para profissionais de saúde. Rio de Janeiro: Instituto Ronald McDonald, 2024. (PDF “Guia-Rapido-web-1.pdf”).


Instituto Desiderata. Panorama da Oncologia Pediátrica (no Brasil). Publicação online com dados e análises (inclui estimativas do INCA para 2023–2025). 


Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA); Instituto Ronald McDonald. Diagnóstico precoce do câncer na criança e no adolescente. 2. ed. rev. e ampl., 3ª reimpressão. Rio de Janeiro: INCA, 2014. 


Instituto Ronald McDonald (org.). O diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil e a atenção básica: estratégias e desafios para aumentar as chances de cura. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Instituto Ronald McDonald, 2018. (PDF “Guia-Rapido-Instituto Ronald McDonald.pdf” / “livro_DIAGNOSTICO-FINAL_2018…” conforme arquivo disponível).

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Quanto mais cedo o diagnóstico, mais alta a chance de cura.

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