Na maioria das vezes, alguns sinais e sintomas que percebemos em nossos filhos, estão relacionados a condições frequentes na infância, como infecções. Ainda assim, quando persistem, pioram ou aparecem associados a outras mudanças no organismo, precisam ser avaliados por um profissional de saúde o quanto antes!
Na Domus, acompanhamos de perto inúmeras histórias. São famílias inteiras da Serra Gaúcha que passam a organizar a vida em torno de consultas, exames e tratamentos.
Por isso, acreditamos firmemente que informação clara é também uma forma de cuidado. Ela não serve para antecipar diagnósticos, mas ajuda famílias a reconhecerem mudanças importantes e buscarem atendimento no momento certo.
O que é linfoma infantojuvenil?
O sistema linfático trabalha junto ao sistema imunológico na proteção contra infecções e doenças. Ele é formado por vasos linfáticos, linfonodos, conhecidos popularmente como "ínguas", baço, timo e células de defesa chamadas linfócitos.
No linfoma infantojuvenil, alguns linfócitos se tornam anormais e passam a se multiplicar de forma desordenada. Há dois grupos principais:
- Linfoma de Hodgkin: pode ocorrer em crianças e adolescentes e possui subtipos identificados pela análise das células;
- Linfoma não Hodgkin: reúne diversos subtipos, como os linfomas de células B maduras, o linfoma linfoblástico e o linfoma anaplásico de grandes células.
Cada tipo tem características próprias. Por isso, não existe um único caminho de tratamento: as decisões dependem do subtipo, do local afetado, da extensão da doença, da idade e das condições de saúde de cada paciente.
Quais sinais merecem atenção?
Os sintomas podem variar conforme a região do corpo afetada. Um linfonodo aumentado, por exemplo, não significa automaticamente câncer, na verdade, ele pode surgir como resposta do organismo a uma infecção.
A atenção deve estar na persistência, no crescimento progressivo ou na presença de mais de um sinal ao mesmo tempo.
Procure avaliação médica quando houver:
- Caroços ou linfonodos aumentados no pescoço, axilas, virilha ou em outras regiões do corpo;
- Febre persistente, sem causa identificada;
- Suor noturno intenso;
- Perda de peso sem explicação;
- Cansaço importante, palidez ou redução do apetite;
- Tosse persistente, chiado, falta de ar ou dificuldade para engolir;
- Dor, aumento de volume ou desconforto no abdômen;
- Dor nos ossos ou articulações;
- Inchaço indolor em um testículo, sinal menos comum, mas que também pode estar associado a alguns subtipos de linfoma.
Ter um desses sintomas não confirma um diagnóstico de câncer. Mas sintomas persistentes, que se intensificam ou se associam entre si, precisam ser investigados por uma equipe de saúde.
O INCA e o Instituto Ronald McDonald reforçam que sinais como caroços, palidez, perda de peso e febre prolongada estão entre os sinais de alerta do câncer infantojuvenil de forma geral, e devem sempre motivar avaliação médica.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com escuta atenta da história clínica, exame físico e avaliação dos sintomas. Quando há necessidade de investigação, a equipe pode solicitar exames de sangue, exames de imagem e outros procedimentos.
Entretanto, a confirmação do linfoma infantojuvenil depende da análise de uma amostra de tecido, geralmente obtida por biópsia. Esse exame permite identificar se há células malignas e definir o subtipo do linfoma, informação indispensável para orientar o tratamento.
Após a confirmação, outros exames ajudam a entender a extensão da doença e a organizar o plano terapêutico. Esse processo é chamado de estadiamento.
Como funciona o tratamento?
A quimioterapia é uma das principais formas de tratamento dos linfomas em crianças e adolescentes. Conforme o tipo e as características da doença, a equipe médica também pode indicar radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo, cirurgia ou transplante de células-tronco hematopoéticas.
O mais importante é que o tratamento seja planejado por profissionais especializados em oncologia pediátrica. Além da resposta ao tratamento, a equipe considera o desenvolvimento da criança ou adolescente, possíveis efeitos colaterais e a necessidade de acompanhamento contínuo.
É justamente nessa fase, entre exames, protocolos e rotina hospitalar, que a Domus entra! Significa que, enquanto a equipe médica cuida do corpo, nós cuidamos do transporte, da alimentação, do apoio psicológico e da manutenção de uma rotina possível para toda a família.
O tratamento também precisa de acolhimento
A jornada do linfoma infantojuvenil afeta muito mais do que a saúde física, são consultas, internações, deslocamentos, mudanças na rotina escolar e preocupações emocionais que transformam a vida de toda a família.
Por isso, o tratamento precisa caminhar ao lado do acolhimento com apoio psicológico, orientação social e jurídica, com toda uma rede que ajude a manter a rotina possível fazem parte de um cuidado mais humano e completo.
É esse o compromisso da Domus: estar ao lado de crianças, adolescentes e famílias em tratamento contra o câncer na Serra Gaúcha. Sem qualquer apoio governamental, oferecemos suporte psicológico, psicossocial e material, porque o compromisso com a vida permanece em cada fase da jornada, durante e após o tratamento.
-> AVISO IMPORTANTE: Este artigo tem caráter informativo e educacional. As informações aqui contidas não substituem uma avaliação médica presencial. Apenas um profissional de saúde qualificado pode realizar diagnósticos, prescrever tratamentos e fornecer orientações específicas para cada caso. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure sempre um médico.
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Fontes de pesquisa e leitura complementar:
Instituto Nacional de Câncer (INCA) — Câncer da criança: sinais de alerta (LINK)
Instituto Ronald McDonald — Diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil: Guia Rápido para Profissionais de Saúde (LINK)
National Cancer Institute (NCI) — Childhood Hodgkin Lymphoma Treatment (PDQ®) (LINK)
National Cancer Institute (NCI) — Childhood Non-Hodgkin Lymphoma Treatment (PDQ®) (LINK)
Instituto Nacional de Câncer (INCA) — Câncer infantojuvenil (LINK)